O ex-deputado socialista Victor Baptista apresentou, esta quarta-feira, a candidatura à liderança distrital de Coimbra do PS, justificando que o faz “contra o marasmo da Federação e para acordar os adormecidos”.
Na sede em Coimbra do partido, Victor Baptista referiu que “tem assistido a um certo apagamento político da Federação do PS, que conduziu a resultados pouco lisongeiros nas eleições autárquicas, com a perda das Câmaras de Coimbra, Figueira da Foz, Penacova e Góis”.
O actual líder da Federação de Coimbra do PS, Nuno Moita, também presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, anuncia esta quinta-feira que se recandidata e apresenta para vice-presidente João Portugal, da Figueira da Foz, seu opositor no anterior acto eleitoral partidário.
Victor Baptista diz que “dispensam-se jogos de ocasião, arranjinhos de oportunidade, sejam quais forem as cores e o pincel utilizado” e adianta que “não é um candidato ao serviço de futuros candidatos a secretário-geral do PS”.
Acompanhado do mandatário, o Professor Casimiro Ferreira, doutorado em Sociologia do Estado e do Direito, o candidato anunciou que a moção a apresentar ao Congresso distrital “consagra a criação da área metropolitana de Coimbra”, para “reforçar a cooperaçáo entre os municípios e potenciar toda a actividade económica, social, cultural e ambiental na região Centro”.
Defendendo a deslocalização do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal Administrativo para Coimbra, Victor Baptista declarou, também, opor-se a “qualquer política de corte de pensões” – o que mereceu uma ovação por parte dos socialistas presentes -, defendendo o alargamento da base tributária da segurança social.
O candidato, que já foi governador civil e presidiu à Federação de Coimbra do PS, anunciou que pretende ciar um gabinete de trabalho dedicado à aproximação do partido ao ensino superior e ter, no mínimo, 15% de professores deste graud e ensino em condições de elegibilidade.
Afirmando que “não se pode esconder o problema do sub-financiamento do Serviço Nacional de Saúde”, Victor Baptista defende o fim das taxas moderadoras na sua totalidade, justificando que “é de esquerda e sempre foi”.
Na apresentação aos militantes, o candidato defendeu, ainda, a resolução “do problema da Maternidade em Coimbra”, assim como a definição do futuro dos Transportes Urbanos de Coimbra, a ligação da auto-estrada 13 ao IP3 e a conclusão do IC6 até à Covilhã.