O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) garantiu, ontem (7), que o Serviço de Medicina Nuclear está a funcionar em condições, depois do Sindicato Independente dos Médicos ter denunciado uma degradação nas condições assistenciais. O Serviço de Medicina Nuclear admitiu uma redução de médicos na unidade, mas salientou que o número de exames aumentou com a entrada em funcionamento de um novo equipamento.
“O número de exames agendados por dia aumentou cerca de 12% face à capacidade de agendamento com o equipamento anterior, graças ao esforço adicional efectuado pela equipa, nomeadamente dos médicos, para tentar responder à pressão crescente sobre a produção”, refere o Serviço.
A delegação Centro do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou a “maior preocupação” pela degradação das condições assistenciais no Serviço de Medicina Nuclear do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
“Infelizmente, e, apesar do investimento na melhoria das condições técnicas do serviço, com a aquisição recente de um novo aparelho de Tomografia de Emissão de Positrões (PET), tem sido cada vez mais difícil ao serviço a realização deste exame e elaboração do respectivo relatório”, revelou a estrutura sindical.
Segundo o SIM/Centro, actualmente, o tempo de espera para a realização do exame “chega a demorar mais de um mês, frequentemente com necessidade de mais duas semanas para obtenção do relatório”, quando, “num passado não muito longínquo, era possível requisitar uma PET e obter o relatório em menos de uma semana”.
Na resposta, o Serviço de Medicina Nuclear do CHUC garantiu que, actualmente, “o tempo máximo de agendamento de exames PET é semelhante ao que tínhamos quando estava em funcionamento o equipamento anterior (oscilando em torno das quatro/cinco semanas).
“Cerca de um mês após a entrada em pleno funcionamento do novo equipamento, esse tempo passou praticamente para zero, quer para agendamento de exames quer para a elaboração do respectivo relatório”, salientou.
No entanto, refere o comunicado, “mais recentemente, esse tempo voltou a dilatar, não só devido à saída de um médico especialista, mas também devido ao claro aumento da procura por estes exames e ao aumento da procura por outras técnicas de Medicina Nuclear, que obrigam a grande consumo de horas de trabalho médico”.
“Em picos de procura o agendamento atingiu o limiar oficialmente estabelecido (30 dias seguidos contados da indicação clínica)”, lê-se na nota, salientando que “é uma questão clínica que se procura dar resposta com a triagem dos exames no agendamento, havendo a preocupação constante de sinalizar, de entre todos os casos, os efectivamente mais urgentes”.
O conselho de administração do CHUC “criou condições para a realização de produção adicional na área da PET-CT, que já está a decorrer”.