O Museu da Pedra acolhe até ao próximo dia 13 de Outubro uma exposição, organizada pela Marinha e Força Aérea Portuguesa, que assinala os 100 anos da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que ligou Lisboa ao Rio de Janeiro.
Helena Teodósio, presidente da Câmara de Cantanhede, congratulou-se pelo facto de o Município acolher uma exposição com tamanha relevância pedagógica.
A autarca destacou a importância de preservar a memória histórica do país e dos seus protagonistas:
“um povo sem memória, é um povo incapaz de construir o futuro”.
Também o vice-presidente do Município, Pedro Cardoso, destacou a dimensão científica e do conhecimento desta travessia, que aproximou Portugal do Brasil.
Recorde-se que foi a 3 de Março de 1922 que Sacadura Cabral (piloto) e Gago Coutinho (navegador) partiram de Lisboa a bordo do hidroavião monomotor, modelo Fairey, batizado de Lusitânia. Depois de uma épica e atribulada viagem, a bordo do terceiro avião do mesmo modelo, os aventureiros portugueses aterraram a 17 de Junho na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.