Construído em 2010, o Coimbra iParque nasceu com o objetivo de se tornar um polo dinamizador de tecnologia e incubadora de empresas do centro do país. Numa altura em que o parque tecnológico se encontra perto da sua capacidade máxima, a sua administração anunciou os planos para a expansão, o que é uma excelente notícia para o ecossistema de negócios local.
No início de 2022 foi anunciado que dos sete novos lotes previstos na fase atual de expansão, dois já estavam vendidos e três estavam a ser negociados. Adicionalmente, o edifício destinado a funcionar como incubadora e acelerador de startups, designado por “Nicolas Tesla” também já tem lote designado, indo ocupar uma área de cerca de 3 mil metros quadrados.
Também no final do primeiro trimestre de 2022, a Administração do Coimbra iParque anunciou que até 2024 espera ultrapassar a barreira dos mil trabalhadores nas diversas empresas instaladas no parque tecnológico.
Através de um maior investimento no espaço, melhor divulgação e também da resposta mais rápida da Câmara de Coimbra às propostas das empresas, o Coimbra iParque tem conseguido captar um maior interesse, e começa a afirmar-se como motor económico do concelho.
Uma das últimas empresas a ocupar o seu espaço no centro foi a Olympus, que transferiu o seu centro de reparações para a Europa, África e Médio Oriente para novas instalações localizadas neste parque tecnológico. Refira-se que a Olympus Medical Products Portugal começou em 2019 a construção do seu novo edifício, o qual possui uma área de produção de cerca de 15 mil metros quadrados.
A expansão do Coimbra iParque ocorre num momento particularmente favorável, em que se assiste à afirmação de Portugal enquanto “hub tecnológico e de startups”. Depois de Lisboa e Porto conquistarem o seu espaço, assistimos agora ao surgimento de novos centros tecnológicos em diferentes pontos do país, como Castelo Branco, Aveiro e agora também Coimbra.
Um estudo recente da Berkshire Hathaway HomeServices demonstra que existe cada vez mais interesse em investir e também em residir em Portugal. Os motivos são vários, mas o estudo destaca: segurança, clima, apoios financeiros e a facilidade de obter um visto de residência.
Um dos fatores que não passa despercebido aos investidores estrangeiros é a elevada segurança do país. Conforme a classificação do “Global Peace Index 2022”, Portugal posiciona-se neste momento como o sexto país mais seguro do mundo. Esta questão, aliada aos mais de 300 dias de sol por ano, fazem com que seja fácil convencer quadros qualificados a fixarem-se no país, um aspeto determinante para muitas startups internacionais.
Por outro lado, um dos principais obstáculos que muitas empresas enfrentam, quando decidem instalar-se em Portugal, é exatamente a escassez de espaços adequados. Nesse sentido, infraestruturas com o Coimbra iParque, construídas de raiz para os setores tecnológicos e de saúde e inseridas num ambiente estudantil, onde existe disponibilidade real de mão de obra qualificada, podem fazer realmente a diferença e transformar a cidade em que se inserem num dos novos polos de dinamização do país.
Conversámos com um dos responsáveis da AWISEE, uma agência de marketing digital europeia que tem conquistado o seu espaço em Portugal e que devido à sua rede de contactos ocupa uma posição privilegiada para avaliar o crescimento digital no país.
“Temos assistido ao crescimento sustentado do interesse das empresas e startups portuguesas por serviços digitais. Enquanto no passado os nossos clientes estavam sobretudo em Lisboa, atualmente trabalhamos com clientes de diversos pontos do país. Destacamos também o elevado número de startups que nos contactam, para dar os seus primeiros passos em termos de marketing digital. Muitas dessas empresas localizam-se no centro de Portugal.”
