A Critical Software anunciou que os dez melhores projectos do Future City Challange vão estar expostos amanhã, sexta-feira, (9) ao público. Trata-se de uma competição que desafiou estudantes e professores de Coimbra para a criação de projectos inovadores com impacto positivo na cidade. Assim, os dez melhores protótipos incluem plataformas das áreas da monitorização de transportes e estacionamento, energia, agrícola e mobilidade em segurança.
O lote de finalistas inclui uma solução que localiza e partilha a localização de autocarros em tempo real, exibindo os dados em painéis digitais (denominada Bus O’clock), a SmartFlow, um mapa com informação em tempo real do estado de ocupação de lugares de estacionamento, o Where’sMySpot (localizador de lugares de estacionamento disponíveis em grandes parques, numa aplicação móvel), a Compass Hotspot, que indica rotas de passagem interactivas para promoção do turismo, da segurança e do ambiente, e o UbiCecidit, um detector de quedas e situações de emergência em pessoas com dificuldades motoras, notificando o cuidador. A lista de finalistas integra também a AgrIO, que informa os utilizadores sobre o estado de culturas agrícolas, prevendo e alertando para situações adversas, um projecto denominado Greenify Your Streets (in a Better Way) para optimizar o consumo de água na irrigação de espaços verdes e adaptar a iluminação pública à visibilidade do momento, e um Contador de Água Ultra-sónico, que mede o consumo de água de forma não-invasiva e com elevada precisão, enviando os dados para uma plataforma. Completam o lote de projectos finalistas o Climat(W)ize, que recomenda acções para manter a casa confortável, segura e sustentável, reduzindo as emissões de carbono, e o Energy Control for Common Energy Usage (ECCEU), um controlador de cargas eléctricas distribuídas em função da disponibilidade de potência de uma instalação eléctrica.
Gonçalo Silva, responsável do Fikalab, o laboratório de inovação da Critical Software, aludindo aos dez projectos finalistas, manifestou-se “surpreendido com aquilo que está escondido nas mentes da comunidade” e que é revelado nesta 2.ª edição do Future City Challenge. “Chegaram-nos muitos mais projectos do que os dez finalistas. Estes foram aqueles que achámos que a ideia apresentada cumpria um determinado número de requisitos e teria um bom impacto na comunidade, tendo sido convidados a desenvolver um protótipo para apresentarem” amanhã, numa sessão que decorre ao longo do dia no Convento São Francisco. Na sessão, o júri vai avaliar os dez projectos finalistas, sendo que o grupo vencedor vai receber um prémio de cinco mil euros, oferecido pela Critical Software, três meses de incubação no centro empresarial Nest Collective e um ano de acompanhamento e experimentação pelo CoimbraCityLab do município.
Gonçalo Silva notou as várias áreas de conhecimento envolvidas no concurso e o interesse dos grupos concorrentes, constituídos por alunos e professores “interessados por tecnologia e por dar algo à comunidade”. Interessados também em fazer “este networking com outras pessoas que pensam como eles e que querem envolver-se com tecnologia e resolver problemas, muito motivados pela solução final, mas também motivados por «meterem as mãos na massa», fazerem e aprenderem”, argumentou.
O responsável do Fikalab frisou ainda que “a propriedade intelectual dos projectos é dos autores” e que a exposição se constitui como “uma montra de excelência” para os concorrentes apresentarem as suas ideias. “São convidadas muitas entidades que terão, com certeza, interesse em soluções deste género e, nessa perspectiva, [os finalistas do Future City Challenge] terão aqui uma montra para poderem mostrar o seu trabalho e continuarem a desenvolver essa solução com os interessados. A propriedade intelectual é deles, portanto, é deles também a motivação de continuarem a evoluir. Quero deixar aqui claro que isto não é propriedade intelectual da Critical”, asseverou Gonçalo Silva.