Na Reitoria da Universidade de Coimbra decorre esta quarta-feira uma recepção oficial a uma comitiva do Brasil que veio participar nas celebrações dos 200 anos da independência daquele país.
Dela faz parte o presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), António Campos, o presidente da Associação de Imprensa de Pernambuco, Múcio Aguiar, o director de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj, Mário Hélio, e o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Marcos Galindo.
No âmbito desta cerimónia, que decorre na Sala do Senado, será feito o lançamento da nova edição do livro “Camões e os Lusíadas”, ensaio publicado por Joaquim Nabuco em 1872 e agora reeditado pela Editora Massangana. Esta reedição marca os 450 anos de publicação de “Os Lusíadas”, poema épico considerado como uma das obras mais importantes da literatura de língua portuguesa.
Após a cerimónia decorre uma visita guiada ao Núcleo Histórico Património UNESCO da Humanidade, que inclui a Universidade de Coimbra (que, recorde-se, com os seus 732 anos é uma das mais antigas e prestigiadas do mundo).
Pelas 18 horas será inaugurada, na Sala S. Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a exposição intitulada “A Universidade de Coimbra e a Independência do Brasil”.
Sobre a exposição, que pode ser visitada até 30 de Setembro, afirma o vice-Reitor João Nuno Calvão da Silva: “Após ter sido exibida no Recife, esta riquíssima mostra organizada pela Biblioteca Geral e pelo Arquivo da UC será finalmente inaugurada em Coimbra, com a presença de parceiros como o presidente da Fundação Joaquim Nabuco. Será mais um marco na promoção do diálogo e da cooperação entre Brasil e Portugal”.
A exposição foca as relações pré e pós-coloniais entre Brasil e Portugal. Nela se destacam peças como o documento de matrícula do primeiro aluno natural do Brasil em Coimbra – Manuel de Paiva Cabral, que frequentou a instituição de ensino entre 1574 e 1586; a primeira edição do poema “Caramuru, poema épico do descobrimento da Bahia”, do frei Santa Rita Durão; uma notícia do jornal O Paraense, impresso no dia da independência, antes da proclamação; entre outros.
A mostra é realizada em parceria com a Associação da Imprensa de Pernambuco, a Associação Portuguesa de Imprensa, o Instituto Camões e a Embaixada de Portugal no Brasil.
No âmbito da cerimónia inaugural da exposição, o presidente da Fundaj, António Campos, profere uma conferência subordinada ao tema “A Independência do Brasil a partir de Pernambuco”.
Recorde-se que a Universidade de Coimbra recebe estudantes naturais do Brasil desde meados do século XVI e a ligação mantém-se, com os brasileiros a representar cerca de 10% dos mais de 25 mil alunos que integram a comunidade estudantil da instituição, considerada a “maior Universidade brasileira fora do Brasil”.