Numa reunião realizada, terça-feira, na Mealhada, os Revendedores de Gás avaliaram o impacto que a fixação de preços está a ter nas suas empresas e que pode fazer parar o sector.
Foi num ambiente de diálogo construtivo, que um grupo de revendedores que representam diferentes marcas de norte a sul do país, abordou os principais desafios provocados pela perda de margem que a fixação de preços implica, no contexto actual de forte inflação e que está a fazer disparar os custos de distribuição.
O sentimento reinante foi o de indignação com esta medida de fixação de preços, por considerarem ser “discriminatória, injusta e lesiva para milhares de pequenas e médias empresas, bem como para os seus colaboradores e as suas famílias”.
Em resultado deste encontro e na defesa dos superiores interesses das empresas que representam, foi decidido solicitar à ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis) a marcação de uma reunião extraordinária de revendedores de gás, que deverá acontecer com a maior brevidade possível.
Recorde-se que o Governo voltou a fixar preços máximos para o gás engarrafado, tal como já tinha acontecido durante a pandemia de covid-19, determinando que uma garrafa de 13 quilo (kg) terá como valor máximo 29,47 euros.
Segundo um diploma publicado a 12 de Agosto em Diário da República, o Governo teve em conta a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e o parecer emitido pela Autoridade da Concorrência.
Neste sentido, o Governo determinou que uma garrafa de gás butano de tipologia T3 vai custar no máximo 2,267 euros por kg com impostos. Assim, uma garrafa de 13 kg terá um preço máximo de 29,47 euros.
Por sua vez, o GPL propano, tipologia T3, vai custar até 2,646 euros por kg, enquanto o máximo na tipologia T5 é fixado em 2,424 euros por kg.
O Governo ressalvou que as variações mensais são calculadas e publicadas no ‘site’ da ERSE, sendo que a estes preços máximos apenas podem acrescer “custos com o serviço de entrega”, quando as garrafas são compradas por via telefónica ou electrónica e disponibilizadas em local diferente do ponto de venda.
Os postos de abastecimento e os restantes pontos de venda das botijas GPL devem “garantir o contínuo fornecimento” de garrafas, “designadamente das tipologias sujeitas ao preço fixado”, determinou a portaria assinada pelos secretários de Estado da Economia, João Neves, e do Ambiente e da Energia, João Galamba.