Coimbra  16 de Março de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Paulo Cardantas

A “aparição” dos Coldplay em Maio de 2023

23 de Agosto 2022

Peço desculpa aos supersticiosos, mas o 13 não é definitivamente o número de azar. É exatamente esse o número de anos que vai separar os concertos dos U2 e dos Coldplay, no Estádio Cidade de Coimbra. Espectáculos que a par do realizado em 2003, pelos Rolling Stones, completam o pódio dos eventos à escala planetária alguma vez realizados entre nós.

A “aparição” dos Coldplay em Maio do próximo ano é vista como um milagre por uns, ou como a afirmação de Coimbra no roteiro internacional dos grandes concertos, por outros. Certo é que em notoriedade, a cidade já somou uns quantos pontos desde o início desta semana, quando foi anunciado o espectáculo de 17 de Maio de 2023.

Como é apanágio, as redes sociais inundaram-se de opinion makers especializados em música pop, em marketing territorial, em políticas de desenvolvimento local e por aí adiante. Verdadeiros spin doctors, capazes até de atribuir a paternidade do evento a mais do que uma “família”. Sim, porque nesta cidade tudo é política. E famílias.

Eu, confesso admirador da banda britânica, fico satisfeito por ver a minha cidade receber um espectáculo de dimensão mundial, capaz de atrair a Coimbra mais turistas em dois dias (excluindo, para já, outras possíveis datas) do que durante um ou dois anos.

Pouco importado em saber quem é o “pai” do concerto do Estádio Cidade de Coimbra (há quem ande numa lufa-lufa a anunciar em surdina testes de paternidade…), interessa-me mais que esta constitua uma oportunidade para a concretização de dois objectivos: por um lado, cimentar o prestígio de Coimbra neste segmento turístico; por outro, inverter a degradação contínua de um recinto que nos custou dezenas de milhões de euros.