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“Sete Sóis Sete Luas” leva a cultura do Mediterrâneo e da lusofonia a Pombal

5 de Agosto 2022 Jornal Campeão: “Sete Sóis Sete Luas” leva a cultura do Mediterrâneo e da lusofonia a Pombal

O Festival “Sete Sóis Sete Luas” leva oito concertos, uma peça de teatro e uma obra de ‘street art’ a Pombal, entre amanhã (6) e 3 de Setembro. Inspirado nas culturas do Mediterrâneo e do mundo lusófono, o festival fomenta intercâmbios entre artistas das várias cidades por onde passa e promove, desde 1993, o encontro de músicos de diversas nacionalidades em grupos originais. Em 2022 regressa com “uma programação com surpresas, muitas figuras, em que cada noite é diferente”, explica o director artístico do festival.
“Não é um festival de ‘star system’. Aqui o público vai à descoberta porque já tem confiança no festival, sabe que vai encontrar produtos de alta qualidade”, avança Marco Abbondanza, que compara o festival a um restaurante. “Podemos não ter três estrelas Michelin, mas o que sai da nossa ‘cozinha’ é muito bom e o público aprecia. Por isso já sabe que somos uma marca de referência”.
Um dos destaques são “as orquestras Sete Sóis, microcosmos de muito talento, onde se juntam músicos que nunca trabalharam juntos”.
A edição deste ano liga 30 vilas e cidades de dez países, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Itália, Marrocos, Tunísia e Portugal, onde chega a uma dezena de localidades.
Depois de dois anos atribulados devido à pandemia, “estamos com muita energia para recuperar o tempo perdido”, sublinha Marco Abbondanza. “Desde 2015 Pombal abraça com muito carinho o nosso festival. Já fidelizou um belíssimo público, muito atento e curioso. Encontrámos aqui uma das cidades que mais se entusiasmaram com o festival”, admite, considerando que a relação foi reforçada com a pandemia, porque o município “não deixou de fazer o festival”.
Além dos espectáculos que a cidade recebe, também há músicos locais na diáspora do “Sete Sois Sete Luas”, como a cantora Bárbara Sousa que integra a orquestra de talentos Jeunesse V do Sete Sóis, dirigida por Custódio Castelo, ou o guitarrista Ricardo Silva, que “já esteve connosco em Itália, Marrocos ou Israel”.
“Sete Sóis Sete Luas” arranca amanhã em Pombal, com Edu Miranda que actua na Praça Marquês de Pombal acompanhado pelo guitarrista Tuniku Goulart e pela cantora Luanda Cozetti. Dia 13 de Agosto, recebe a Maio 7Luas Band, produção com músicos de Maio, uma pequena ilha de Cabo Verde. É um dos grupos que fará três espectáculos para utentes dos lares do concelho, a par da Jeunsesse V do Sete Sóis. O teatro de rua chega a 19 de Agosto, com os L’Avalot, da Catalunha, enquanto os italianos da Piccola Banda Ikona mostram – a 20 de Agosto – música em sabir, antiga língua mediterrânica.
A 27 de Agosto ouvem-se rumbas catalãs com Germa’Negre, despedindo-se o festival de Pombal a 3 de Setembro com a Blimunda 7Luas Orkestra, outra criação original do festival para homenagear José Saramago, com direcção de Luís Peixoto e vozes de Juan Pinilla, de Granda, e de Nicole Dumbreville.