O relógio marcava as 20h00 em ponto quando rumei a Cantanhede, para revisitar a Expofacic, após dois anos de interregno, motivado pelas consequências da covid-19. Levava no pensamento os discursos das várias individualidades presentes na abertura, que anunciavam o melhor certame de sempre. Logo em Ançã, a 10 km de distância, o tráfego rodoviário, em marcha lenta, anunciava uma enchente certa para a noite que no firmamento se anunciava. Ao contrário do que poderia supôr, o acesso aos parques de estacionamento fluiu, tranquilamente, e a viatura ficou à sombra de uma centenária oliveira, da qual se avistava quer as nuvens de poeira, de um frenético acesso de condutores em êxtase, quer a intensa luz que rebrilhava nos céus dos 10 hectares, para os quais fui guiado pelos sons da gente e da música ainda distante.
Artigo para ler, amanhã, na versão impressa do “Campeão das Províncias”.