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Museu Nacional Machado de Castro recebe pintura flamenga cedida pelo Novo Banco

28 de Julho 2022 Jornal Campeão: Museu Nacional Machado de Castro recebe pintura flamenga cedida pelo Novo Banco

O Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) e o Novo Banco assinam, amanhã (29), o protocolo para a cedência, em depósito, da pintura quinhentista flamenga “Os Financeiros”. A cedência da obra tem por objectivo enriquecer o núcleo de pintura flamenga do Museu, trazendo um tema profano, ligado ao desenvolvimento económico da Europa ao longo do século XVI e pouco representado em museus portugueses.

Nesta sessão, com início às 15h00, estarão presentes o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva e o presidente Executivo do Novo Banco, António Ramalho. A integração no MNMC, pelo prazo de cinco anos, renovável automaticamente, concretiza-se no âmbito da iniciativa “Novo Banco Cultura” de disponibilizar ao público o seu património artístico e cultural, através de parcerias com Museus, contribuindo com obras que sejam uma mais-valia nos seus circuitos expositivos. A pintura desenvolve a matriz flamenga de força realista e simbólica e insiste no carácter moralizador e satírico associado ao mundo do dinheiro e da finança, com os muitos sinais da precariedade e da imprevisibilidade da vida ou do rompimento com a fecundidade espiritual.

De acordo com o Novo Banco, “a representação de banqueiros, financeiros, cambistas e cobradores de impostos, tornou-se um tema popular na Flandres ao longo do século XVI, período de grandes transformações económicas na Europa, o que explica a existência de várias cópias e interpretações desta composição. Esta pintura representa muito provavelmente um cobrador de impostos acompanhado por um negociante. A composição é muito semelhante, com pequenas variantes, à pintura considerada actualmente um original de Metsys, que se encontra da Liechenstein Collection (Viena) e à pintura do Louvre, atribuída a Marinus van Reymerswaele”.

Com este protocolo, serão 11 os museus da região Centro com obras da colecção do Novo Banco, ampliando a sua presença para 37 museus de todas as regiões do país, incluindo Açores e Madeira, num total de 94 obras expostas.