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Candidatos do PSD por Coimbra defendem territórios rurais para os mais jovens

27 de Janeiro 2022 Jornal Campeão: Candidatos do PSD por Coimbra defendem territórios rurais para os mais jovens

“Só com uma atenção especial à agricultura será possível criar condições para que haja mais jovens a optar por projectos de vida ligados ao meio rural” – defendem os candidatos a deputados do PSD pelo círculo de Coimbra.

A campanha do PSD, dedicada ao sector agrícola e ao mundo rural, incluiu visitas às cooperativas agrícolas de Montemor-o-Velho e de Bebedouro, assim como a uma exploração de leite situada em Arazede, uma zona em que “o número de produtores caiu a pique nas últimas décadas e só as maiores explorações conseguem, a custo, sobreviver”.

Em Vila Nova de Poiares, a visita foi sobretudo dedicada a empresas ligadas ao sector alimentar e à floresta. Os candidatos referem terem sido alertados para “a questão da subida dos preços de muitas matérias-primas e subsidiárias, com especial relevo para a abrupta subida do preço da energia, que pode colocar em causa a subsistência de muitas empresas”.

“Sendo responsáveis por cerca de 90% do território, a agricultura e as florestas reclamam um especial cuidado, e é preciso assegurar uma abordagem mais ampla da actividade agrícola, olhando-a como parte da economia envolvente, procurando sinergias com outros sectores produtivos, fomentando a diversificação da base económica local e abrangendo também as preocupações de ordem social das comunidades rurais”, consideram os sociais-democratas.

Os candidatos a deputados pelo PSD apresentaram algumas das propostas para o sector primário e para o distrito de Coimbra, destacando que, na questão da floresta, “é prioritário que se melhore o ordenamento e aumente o investimento florestal público e privado nos territórios com potencial florestal, em particular nos que foram vítimas dos grandes incêndios e para os quais muito do prometido ficou por fazer”.

Entre as medidas prioritárias do programa do PSD estão: “Concentrar uma maior proporção dos recursos disponíveis no apoio aos investimentos produtivos; simplificar a burocracia no sistema de apoios a fundo perdido; corrigir as insuficiências do sistema de subvenções a fundo perdido; criar um regime simplificado de política agrícola para os pequenos agricultores”.

O PSD considera o sector agroflorestal “um pilar estratégico da nossa sociedade na independência alimentar, na economia, no ambiente e na coesão social e territorial do nosso país”.