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Figueira da Foz, Cantanhede e Mira cooperam para criar ciclovia Rota Atlântica

17 de Dezembro 2021 Jornal Campeão: Figueira da Foz, Cantanhede e Mira cooperam para criar ciclovia Rota Atlântica

Cinco entidades outorgaram o protocolo de cooperação recíproca para a execução e manutenção do projecto de ciclovia “Eurovelo 1 – Rota da Costa Atlântica”.

A ciclovia vai ligar os concelhos de Mira, Cantanhede e Figueira da Foz, com o protocolo a envolver, para além destes três Municípios, a CIM da Região de Coimbra e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

A “Eurovelo 1 – Rota da Costa Atlântica” vai ocupar parcialmente a área da Mata Nacional das Dunas de Quiaios (concelho da Figueira da Foz), Perímetro Florestal das Dunas de Cantanhede (concelho de Cantanhede) e Perímetro Florestal das Dunas e Pinhais de Mira (concelho de Mira).

A cerimónia de assinatura do protocolo realizou-se esta sexta-feira no salão nobre da Câmara da Figueira da Foz, presidida por Pedro Santana Lopes, e contou com a presença do presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, José Duarte; do presidente da Câmara Municipal de Mira, Raúl Almeida, do vereador da Câmara Municipal de Cantanhede, Adérito Ferreira Machado; do presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC), Emílio Torrão; do secretário executivo da CIM RC, Jorge Brito; da directora regional de Conservação da Natureza e Floresta do Centro, Maria de Fátima Reis; de vereadores e autarcas locais.

Jorge Brito começou por efectuar uma breve apresentação do Eurovelo 1 – Rota da Costa Atlântica, um projecto revelador do esforço de colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e da “boa gestão e aproveitamento de recursos públicos“.

Para o secretário executivo da CIM o Eurovelo é um “processo ganhador“ e, talvez, “a obra mais emblemática de ciclovias a decorrer no país“. É “estratégica para a estratégia da Região de Coimbra“ e “um ex-libris em termos de mobilidade ciclável em Portugal“ qeu vai permitir valorizar os ativos existentes nos seus territórios, salientou Jorge Brito.

O vereador da Câmara de Cantanhede, Adérito Ferreira Machado, enalteceu o trabalho da CIM RC , salientou que os “ territórios devem ser promovidos através do turismo e do desporto” e que o projecto Eurovelo irá permitir “atrair pessoas, promover a saúde, aproximar territórios”.

Por sua vez o presidente da Câmara de Mira, Raúl Almeida, enfatizou que este projecto [Eurovelo 1] é o mais importante da CIM RC para os três municípios envolvidos, pois vai permitir requalificar alguns trajectos que não o seriam de outra forma.

Raúl Almeida enalteceu o trabalho do ICNF enquanto força de desbloqueio e aproveitou para abordar o projecto de índole cultural “ O Mar que nos Une“, em que estão envolvidos os três Municípios e que pode ser o mote para reclamarem em conjunto fudos para outras áreas, junto da entidade financiadora.

Pedro Santana Lopes começou por referir o trabalho do seu antecessor, que acompanhou o projecto e tomou a decisão de avançar com ele, e manifestou alguma surpresa por ser a “bicicleta e as ciclovias a serem as precursoras da ciclovia“. “As bicicletas tomaram o avanço, a frente de batalha“, referiu.

O autarca considera que este tipo de projectos é uma “manifestação da competitividade natural entre as diferentes parcelas do território nacional“.

A directora regional de Conservação da Natureza e Floresta do Centro começou por referir que o ICNF “ trabalha para não ser uma força de bloqueio”, pelo contrário, “trabalha todos os dias para ser parceiro de todos os Municípios”.

Para Maria de Fátima Reis esta via ciclável partilhada [Eurovelo1], o seu traçado, assenta nas estradas das matas nacionais e irá permitir garantir a sustentabilidade ambiental.

A responsável anunciou que o ICNF irá investir dez milhões de euros na reflorestação da Região Centro, sendo que 4 milhões serão para investir nas áreas dos Municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira.

Emílio Torrão referiu que o Eurovelo 1 tem na sua génese um factor de coesão e que a CIM RC, a qual preside, “está empenhada nesta filosofia de vida, na mobilidade que não implica o uso de combustíveis fósseis”.

“Estes percursos, no futuro serão vida, fonte geradora da economia local”, salientou o presidente da CIM RC que referiu ainda que esta rede de percursos e ciclovias ”vai transformar a Região Centro numa região pioneira e num bom exemplo a nível nacional”.