O Movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) reuniu, no passado dia 15, com a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) para falar sobre o Metro Mondego.
Em 11 de Novembro, o CpC pediu ao presidente da Câmara Municipal de Coimbra uma reunião para dar a conhecer a sua forte preocupação com a qualidade do espaço público resultante da inserção do Metro Mondego em zonas muito sensíveis da cidade de Coimbra.
Dessa forma, a reunião, que teve lugar agora, contou com a presença de Jorge Gouveia Monteiro, Adelino Gonçalves e Pedro Cravino Serra, sendo que a vereadora Ana Bastos representou a CMC.
Na reunião resultaram algumas conclusões, nomeadamente: o CpC “valoriza positivamente o esforço que a Câmara está a fazer para corrigir erros e deficiências de projecto da empreitada já consignada desde o Alto de S. João à Portagem, erros e deficiências que, quer a Câmara quer a Metro Mondego, reconhecem”, referiu em comunicado o Movimento.
Para além disso, o CpC debateu sobre a criação de uma nova estação no Alto de S. João, junto ao Areeiro; a introdução de ciclovias nos dois sentidos da R. General Humberto Delgado, (em vez da projectada criação de mais duas faixas de automóvel), com muito menor afectação da largura dos passeios pedonais; a necessária optimização da funcionalidade do interface com os outros meios de transporte, na Praça 25 de Abril; a preservação das árvores de grande porte nessa mesma Praça e também ao longo da Av. Fernando Namora.
Contudo, o Movimento refere que houve “opiniões diferentes quanto a duas matérias”, nomeadamente: o CpC reclama o uso exclusivamente pedonal e ciclável da via que está a ser aberta entre a Rua Miguel Torga e a R. Infanta D. Maria, enquanto a Câmara afirma ter “muitas dúvidas” quanto à introdução do automóvel e continua a reclamar a negociação da reversão para o Município da propriedade dos terrenos do Infrastruturas de Portugal (I.P.) entre Coimbra A e Coimbra B, ao passo que a Câmara está a preparar orientações urbanísticas que lhe permitam balizar as intervenções dos privados que aí queiram vir a construir.
O CpC sublinha que a Câmara e a Assembleia Municipal “devem procurar ganhar mais força e maior capacidade do Município nesta negociação, informando com transparência e suscitando o envolvimento activo do maior número de cidadãos”.