O Ginásio Clube Figueirense assumiu, esta quarta-feira (16), a descida de divisão no basquetebol, por considerar que esta época do “campeonato da Proliga foi uma farsa”.
A praticar a modalidade desde 1930, tendo já passado pelos diversos escalões nacionais de basquetebol, entre os quais 15 anos na Liga Profissional, o Ginásio Clube Figueirense viu-se impedido de competir devido à pandemia da covid-19.
Em Janeiro deste ano, o Clube comunicou que, devido às medidas de confinamento decretadas dia 15 desse mesmo mês, o Ginásio estava “legalmente impedido de proceder à abertura do seu pavilhão até ao dia 30 de Abril, data da próxima avaliação pelo Governo”.
Impedidos ainda de efectuar treinos, a direcção do Ginásio informou, nessa altura, estar obrigada “a anular toda e qualquer marcação de jogos no campeonato até 15 de Maio”.
Neste contexto, Joaquim de Sousa e António José Rolo representaram o Ginásio, esta quarta-feira (16), numa conferência de imprensa, onde explicaram que o Clube deixou, em 2012, a liga profissional por falta de capacidade financeira para suportar a prova. “Ia levar-nos à falência”, disseram.
Dizem agora estar perante uma situação semelhante, tendo-se tornado impossível manter uma equipa competitiva com as paragens obrigatórias originadas pela covid-19, já que em sete meses o Ginásio participou apenas em oito jogos.
Perante este cenário e as incaracterísticas deste “campeonato surreal”, em Janeiro o Ginásio Figueirense assumiu dispensar os atletas estrangeiros assim como, mais recentemente, faltou ao jogo na Madeira, alegando já não se justificar uma deslocação com custos superiores a três mil euros e que não eram comparticipados pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB).
O Ginásio Figueirense é um clube que pugna pela “verdade desportiva, que não entra em loucuras financeiras” e perante as dificuldades que o associativismo luta para sobreviver. O emblema figueirense “prefere manter as portas abertas e as modalidades possíveis, do que ir para a falência”.