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Figueira da Foz assinalou Dia Nacional do Sapador Florestal

23 de Maio 2021 Jornal Campeão: Figueira da Foz assinalou Dia Nacional do Sapador Florestal

No âmbito das comemorações do Dia Nacional do Sapador Florestal, que se celebrou no 21, a Praça Dr. João Ataíde, na Figueira da Foz, recebeu, ontem (22), uma exposição de cerca de 30 viaturas de vários sapadores do Centro.

Para além desta exibição teve também a mostra de equipamentos usados pelas Sapadores Florestais dos Municípios de Arganil, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Mealhada, Mortágua, Penacova e Vila Nova de Poiares e das quatro brigadas de Sapadores da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC), um total de 13 equipas.

O programa incluiu ainda uma acção de formação destinada a Sapadores Florestais, ministrada por elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), dos Bombeiros Sapadores e dos Bombeiros Voluntários locais.

Na cerimónia de abertura desta iniciativa, Rui Pedro Ferreira considerou ser este o momento da consolidação de todo um programa de Sapadores Florestais que já tem 22 anos e que “inicialmente visava sobretudo criar condições para a diminuição do risco de incêndio e ao mesmo tempo valorizar o património florestal”.

Em 1999, recordou o representante do ICNF, Departamento Regional de Gestão e Valorização da Floresta, “tudo começou de forma tímida, sendo apenas oito as equipas então constituídas. Hoje são 416 equipas, das quais 42 constituídas em brigadas. Dos 40 elementos, hoje temos um pequeno exército de 2 080 elementos nas suas várias valências, durante todo o ano”.

Pelas acções de prevenção estrutural, mas também durante o período crítico, “de forma unânime fazemos o reconhecimento justo e devido do trabalho dos sapadores florestais. Este foi um trabalho moroso, árduo, nem sempre foi assim, mas hoje são olhados como um conjunto de pessoas que merece todo o respeito e que é necessário no teatro de operações”, referiu Rui Pedro Ferreira.

Os Sapadores Florestais, no que à defesa da floresta e valorização do património florestal diz respeito, representam 15% da gestão de combustíveis, participam em cerca de 10% de todos os incêndios rurais, representam 47% dos meios de vigilância actualmente disponíveis sendo que, desses mesmos meios, representam 87% com capacidade de intervenção.

Carlos Tavares destacou o papel activo dos Sapadores Florestais no combate aos incêndios rurais nomeadamente na silvicultura preventiva, vigilância, primeira intervenção e apoio ao combate.

“O trabalho dos Sapadores é fundamental na prevenção da floresta e na protecção de pessoas e bens, sendo por isso altamente reconhecido por toda a comunidade”, disse por seu lado o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Coimbra.

“A prevenção assume um papel fundamental no processo de gestão de risco, a silvicultura preventiva seja entendida numa perspectiva empresarial ou prestação de serviço público, execução de faixas de gestão de combustível, é decisiva na redução da carga de combustível e na formação e desenvolvimento de grandes incêndios”, salientou Carlos Tavares recordando que a 15 de maio teve início o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais.

O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz enalteceu o papel dos Sapadores Florestais na defesa de um património que a todos diz respeito.

Para Carlos Monteiro, “a floresta tem de ser vista não como uma fonte de problemas, mas sim de riqueza e de uma incontornável importância para a sustentabilidade do nosso planeta”.

Neste dia, sublinhou o edil, “é importante reconhecer o importante contributo dado por estas estruturas dotadas de capacidade e conhecimentos próprios neste desígnio que a todos deve envolver, que é o da preservação da floresta nacional”.

“Congratulo pelo trabalho de excelência que têm desenvolvido permitindo um combate mais eficaz ao flagelo dos incêndios e uma redução de ocorrências de fogos de menor dimensão e consequentemente uma menor área ardida”, disse Carlos Monteiro às equipas presentes na Figueira da Foz.

O autarca terminou a sua intervenção lançando um apelo à comunidade em geral para que, “nesta fase mais propícia aos incêndios, adopte os necessários comportamentos preventivos, designadamente sobre o uso do fogo, limpeza e redução de matos e manutenção das faixas de gestão de combustível. Nós (autarquia) vamos tomar as medidas para proibir os fogos de artifícios de forma a evitar aumentar o perigo nesta altura crítico do ano”.