Na Beira Alta e na Beira Baixa constroem-se e renovam-se novas e antigas linhas férreas. E no distrito de Coimbra?
Infelizmente, e em contraciclo com que se passa por esse mundo fora, Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã viram costas e destroem o seu centenário caminho-de-ferro.
O caminho não é por aí, não podemos transformar o centenário ramal da Lousã numa linha de autocarros eléctricos que, embora mais barata no investimento inicial, vai andar mais devagar, transportar menos passageiros e, sobretudo, vai ser menos seguro que o caminho-de-ferro.
As estatísticas internacionais demonstram que a ferrovia é mais segura que a rodovia.
Quem quer ser o “coveiro” do caminho-de-ferro em Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã?
(*) Defensor e investigador de temática ferroviária e da história dos carros eléctricos (sobre carris) e transportes da cidade de Coimbra