A proposta de Orçamento do município de Montemor-o-Velho para 2021 ascende a 30,8 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 15 por cento face a este ano, anunciou a autarquia esta quarta-feira (02).
A valorização do território, a qualidade de vida, o ambiente, a educação, o apoio social de emergência no contexto da pandemia da covid-19 e as medidas de apoio social e económico às famílias e empresas são algumas das prioridades definidas pelo Executivo de Emílio Torrão, do PS, para o próximo ano.
A proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2021 foi aprovada por maioria na última reunião da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, na segunda-feira.
Os documentos previsionais mereceram os votos favoráveis da maioria socialista no Executivo, tendo votado contra os três vereadores da oposição, eleitos pela coligação do PSD com o CDS-PP.
“Reflectindo a manutenção da sustentabilidade financeira do Município, o Orçamento para 2021 mantém a tendência de desagravamento fiscal sobre os munícipes e as empresas, apoiando famílias e empresários locais nesta altura de grande incerteza causada pela pandemia da covid-19”, adianta.
O Executivo propõe uma “redução de impostos locais em toda a linha”, designadamente ao nível da participação a que o Município tem direito no IRS, para 4,5 por cento, além do IMI para 0,34 por cento e da derrama para 1,4 por cento.
“O início do projecto de requalificação de escolas, a qualificação do espaço público e valorização do património histórico e cultural, o apoio à mobilidade, a criação da rede de ciclovias e a intervenção em vias estruturantes, bem como o reforço da qualidade ambiental são alguns dos projectos a desenvolver”, afirma o Município.
A Câmara de Montemor-o-Velho, na zona do Baixo Mondego, aposta num Orçamento que considera “realista e ambicioso, assente no rigor e na transparência”.
Por essa via, pretende “afirmar o município (…) no âmbito da gestão de recursos, na valorização e gestão sustentável do território e na adopção de políticas inovadoras de coesão social, com particular incidência na educação, agricultura, indústria, acção social e cultura”.
Os documentos aprovados pelo Executivo carecem agora da apreciação e votação da Assembleia Municipal, órgão em que o PS é igualmente a força política maioritária.