O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra (UC) foi designado Centro Colaborador da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), o organismo das Nações Unidas que trata da utilização pacífica das radiações.
A distinção, bastante rara (existem apenas mais cinco Centros Colaboradores na área da produção de radioisótopos e tecnologias da radiação, em todo o mundo), foi oficializada esta sexta-feira (25).
O contrato de designação do ICNAS como Centro Colaborador da IAEA foi celebrado numa cerimónia por videoconferência, a partir de Viena, sede da Agência, com a participação do reitor da UC, Amílcar Falcão; do director do ICNAS, Antero Abrunhosa; da vice-directora e chefe do Departamento de Ciências e Aplicações Nucleares da IAEA, Najat Mokhtar; e da directora da Divisão de Ciências Físicas e Químicas da IAEA, Melissa Denecke.
O documento prevê a colaboração formal entre as duas instituições, por um período de quatro anos (renováveis), nos campos da produção e investigação e desenvolvimento de radioisótopos e radiofármacos.
A nomeação da unidade orgânica da Universidade de Coimbra como Centro Colaborador da IAEA “é um reconhecimento da excelência da investigação feita no ICNAS e vai abrir portas para outras colaborações internacionais, ao colocar o ICNAS nas mesas das reuniões onde se decidem temas importantes para todo o mundo”, sublinha o reitor.
“É uma distinção muito importante, a primeira que Portugal tem na Agência Internacional de Energia Atómica. Temos a missão de transferir o saber que é produzido na UC para os países parceiros da Agência em todo o mundo”, acrescenta o director do ICNAS.
Em concreto, o ICNAS vai assumir “um duplo papel de aconselhamento da Agência e comités de peritos e de participação nos programas de formação internacionais”, explica Francisco Alves, investigador responsável pelo projecto.
Por sua vez, a vice-directora e chefe do Departamento de Ciências e Aplicações Nucleares da IAEA, Najat Mokhtar, destaca o facto de a Agência ter, pela primeira vez, um “Centro Colaborador em Portugal, o que é uma grande conquista e um reconhecimento pelo apoio do ICNAS às actividades da IAEA”.
“O conhecimento especializado do ICNAS será uma mais-valia para a IAEA nas importantes áreas de produção, investigação e desenvolvimento de radioisótopos e radiofármacos”, completa a directora da Divisão de Ciências Físicas e Químicas da IAEA, Melissa Denecke.