Caso GPS: José Manuel Canavarro diz-se “tranquilo”

O ex-secretário de Estado José Manuel Canavarro, cuja casa terá sido alvo de buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do caso GPS, disse, hoje, ao “Campeão”, estar tranquilo em relação ao assunto, que “irá esclarecer-se”. Em causa estarão suspeitas do crime de corrupção.

 

“Não posso confirmar as buscas nem fazer outros comentários”, frisou o actual deputado do PSD, eleito pelo círculo de Coimbra.

O Grupo GPS (Gestão e Participações Sociais), liderado por António Calvete, é detentor de 26 colégios, dos quais cerca de metade recebem financiamento do Ministério da Educação.

Segundo o Jornal Público, que noticia as buscas à residência de Canavarro, o ex-secretário de Estado adjunto e da Administração Educativa do Governo de Pedro Santana Lopes é apontado, a par de José Almeida (que foi director regional de Educação de Lisboa), como tendo um papel determinante na aprovação, em 2005, de contratos de financiamento público a quatro colégios do grupo (Rainha Dona Leonor e Frei Cristóvão, no concelho das Caldas da Rainha, e Miramar e Santo André, em Mafra).

O despacho que autoriza a celebração de contratos de associação foi assinado por Canavarro, em Fevereiro de 2005, poucos dias antes das eleições legislativas que afastaram do poder a coligação PSD/CDS.

O actual deputado de Coimbra confirma que não trabalha desde Junho de 2011 para o grupo GPS, onde foi consultor durante mais de seis anos.

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ realizou, terça-feira (dia 21), buscas à sede do grupo no Louriçal (Pombal) e em vários colégios.

O caso GPS ganhou amplitude mediática nas últimas semanas, depois de uma reportagem emitida pela TVI.

 

Dados adicionais