Coimbra  24 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Lousã: Compostagem comunitária na aldeia serrana da Cerdeira

5 de Abril 2019

O lugar da Cerdeira, que integra a rede turística Aldeias do Xisto, iniciou um projecto-piloto de compostagem comunitária para recolha selectiva de resíduos ou seu tratamento local, anunciou hoje o Município da Lousã.

“Pretende-se com este projecto que todos os resíduos valorizáveis gerados na aldeia da Cerdeira sejam recolhidos selectivamente ou tratados localmente com baixo impacto ambiental e redução da pegada de carbono”, afirma a autarquia.

O projecto de compostagem comunitária, que envolve a Câmara Municipal, presidida por Luís Antunes, avança no âmbito da iniciativa “Aldeias Resíduos Zero”, financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) do Portugal 2020.

Para assinalar o início do projecto, a autarquia celebrou há uma semana um protocolo com o empreendimento Cerdeira – Home for Creativity, em plena Serra da Lousã, que recebeu um compostor comunitário e 30 recipientes para resíduos orgânicos.

No âmbito do protocolo, a Câmara Municipal compromete-se também “a disponibilizar um técnico especializado para acompanhar o processo e toda a informação relevante para o processo”.

Aqueles resíduos passam a ser tratados na povoação, permitindo um “baixo impacto ambiental e redução da pegada de carbono, comparativamente às actuais práticas de recolha e transporte para as centrais de tratamento mecânico e biológico” da empresa Resíduos Sólidos do Centro (ERSUC).

“Tecnologias simples, mas avançadas, usando a compostagem em tambores rotativos, ainda pouco conhecidas e divulgadas em Portugal, aceleram o processo e tornam-no aceitável para os utilizadores”, adianta o Município.

Para a Câmara da Lousã, “a recolha de resíduos em zonas remotas de baixa densidade populacional e pressão sazonal”, nos fins de semana, verão e épocas festivas, “é um desafio singular”.

“Este processo é especialmente útil em zonas de montanhas com temperaturas negativas no inverno. Este procedimento, comum no centro e norte da Europa, permite a degradação dos resíduos sem libertar odores desagradáveis”, sublinha.

 

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