Coimbra  21 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Orçamento da CM “salvo” pela CDU

4 de Janeiro 2018

A homologação do orçamento da Câmara de Coimbra para 2018 por parte da Assembleia Municipal (AM) foi viabilizada, hoje, pela CDU, cuja abstenção permitiu ao PS aprovar o documento.

Os quatro autarcas de freguesias eleitos pelo PSD não votaram. Por um lado, ausentaram-se os presidente de Santo António dos Olivais, da UF  de Santa Clara / Castelo Viegas e da UF de Antanhol / Assafarge; por outro, não compareceu o líder da União de Freguesias de Coimbra.

Sem a presença do timoneiro da Junta da União de Freguesias de S. Martinho de Árvore / Lamarosa, a bancada do PS, num universo de 51 autarcas da AM, reuniu 22 votos a favor daquele instrumento camarário.  À representação da CDU couberam seis abstenções.

Votaram desfavoravelmente os seis membros do órgão de fiscalização da Câmara Municipal eleitos pelo movimento “Somos Coimbra”, os três do CDS/PP, os dois do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), o do PPM, o do Movimento Partido da Terra e cinco do PSD.

O presidente da Câmara, Manuel Machado (PS), admitiu que possa assistir razão aos autores de algumas críticas, mas considerou impertinente “a esmagadora maioria” delas.

O líder da bancada socialista na AM, José Manuel Ferreira da Silva, respondeu ao seu homólogo do PSD, Nuno Freitas, com o mandato em que este foi vereador (2002 -05), sendo que o advogado acenou ao médico com o incumprimento da promessa de cobertura de ruas da «Baixa», medida com que o edil Horácio Pina Prata se propunha fomentar a actividade comercial.

Rosa Isabel Cruz (PS) opinou que o orçamento camarário traduz “um melhor horizonte para o futuro de Coimbra”.

A “falta de indicadores” naquele instrumento de política autárquica levou Nuno Freitas a alegar que “os resultados serão o que forem ao abrigo de um exercício burocrático”.

Para o médico, trata-se de um orçamento “errático, com o qual tudo pode ser feito e nada pode ser feito”.

Ao insurgir-se contra “medidas avulsas”, Filomena Girão (“Somos Coimbra”) fez notar que a execução orçamental dependerá em grande medida de discricionariedade de Manuel Machado.

O aumento em 50 por cento do montante das transferências da Câmara para as juntas das freguesias foi uma das sugestões do movimento independente.

João Pinto Ângelo (CDU) lamentou um estilo de trabalho camarário pautado “pelo presidencialismo” e preconizou o fomento da reabilitação urbana.

Pedro Filipe (CDS/PP) recomendou a adequação da oferta dos Serviços Municipalizados à procura de transporte colectivo, tendo advertido que investir nos SMTUC não pode consistir em canalizar dinheiro para “um poço sem fundo”.

Pedro Rodrigues (CpC) comparou o orçamento da Câmara conimbricense a um instrumento “centralista, tanto na forma como no conteúdo”.

O montante do orçamento da principal autarquia de Coimbra para 2018, 106,33 milhões de euros, representa um aumento de cerca de 12,30 por cento em relação à quantia de 2017.

 

 

 

 

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